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18/05/2013 - 21:36 Solenidade de Pentecostes 2013




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            As “alegrias pascais”, para usar uma expressão tirada da Liturgia (coleta do sábado da 7ª semana do Tempo Pascal) têm um fecho jubiloso com a solenidade de Pentecostes, exatamente 50 dias após a Páscoa. Esta celebração deve ser objeto de uma vigília orante, aliás prevista no calendário litúrgico, porque, não só trata-se de uma comemoração que merece, em razão de sua importância,  uma maior repercussão, mas, também, porque deve reacender nos fiéis aquele fervor dos apóstolos, que estavam reunidos com Maria, no cenáculo, em oração, quando da manifestação do Espírito Santo, sob a forma de um grande rumor, semelhante ao de uma forte rajada de vento e, depois, como fogo, repartido em línguas, que pousaram sobre cada um dos presentes. A partir deste momento, uma grande transformação: a inebriante alegria do louvor em várias línguas.

        O vento ou o sopro significam também a grande liberdade conferida pelo Espírito que é Amor, Amor divino, infinito, surpreendente e imprevisível, que impele a todo tipo de atos corajosos, gratuitos e generosos. O Cristo O antecipou em seu diálogo noturno com Nicodemos: sopra onde quer, tem origem e destinos desconhecidos, isto é, imprevisíveis para a pequenez e mediocridade humanas, justamente porque reflete a grandeza de Deus e esta é, ao contrário, a largueza da sua caridade, a mesma que impeliu o Verbo de Deus em sua Encarnação e no seu caminho de doação total, na Paixão, na Cruz, na morte e na Ressurreição, para tornar-se dom total e permanente para nós.

         O fogo arde, como arde e queima a chama do amor verdadeiro, impelindo os verdadeiros discípulos de Cristo a todos os atos que reproduzem o seu amor ao Pai e aos homens, segundo aquela palavra de São Paulo: o amor de Cristo nos impele. Num mesmo impulso, leva ao amor a Cristo e ao amor a todos aqueles que são objeto de seu amor.

          Enfim, o Espírito está indissociavelmente ligado à vida de oração. É ela que pode nos dispor para sua acolhida, alargando o nosso desejo e pedindo a sua vinda: Vinde divino Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis.... Mas, sem Ele, nem mesmo é possível clamar a Jesus e invocá-Lo como Senhor. Mais ainda, Ele reza em nós com gemidos inefáveis, coloca em nós um ímpeto orante que profere coisas agradáveis a Deus e  segundo o seu coração, abrindo-nos a sua santa vontade e vindo em socorro de nossa fraqueza, que é incapaz de pronunciar a prece correta, isto é, segundo o Espírito de Deus e na amplitude de seu amor. É por isso que O invocaremos, neste domingo, naquela belíssima peça litúrgica que é a Sequência cantada antes do Evangelho,  para que nos conceda os seus sete dons, comunique sua força, ilumine nossos corações, console nossas almas, retire nossa frigidez espiritual, lave nossas culpas, vença nossa aridez, dê-nos a leveza e a doçura do amor que afasta toda rigidez e cure nossas feridas, vindo habitar em nós, como doce Hóspede de nossas almas.